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I Like 2 Eat

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22
Nov21

Alternativas Alimentares

CS

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Ando sempre à procura de receitas sem açúcar e com menos farinhas refinadas aqui para casa.

Principalmente, para o Mini Eater mas também para nós.

Acho que deve haver equilíbrio na nossa cozinha, assim como na nossa vida.

Uma das soluções passa por fazer bolos mais pequenos como a última receita que partilhei (Pequeno Bolo de Chocolate) ou reservar estas sobremesas para os dias, verdadeiramente, especiais como aniversários, um jantar de amigos, Páscoa, Natal. Nos outros dias, em que queremos uma sobremesa, podemos optar por sobremesas mais saudáveis, à base de fruta ou adoçadas de forma mais natural.

 

Até aqui costumava usar muito o Xarope de Ácer, o Xarope de Coco e o Xarope de Agave, assim como as Tâmaras, principalmente, as Medjol, gordas e suculentas.

Há umas semanas participei num Workshop de comida Macrobiótica, que adorei. A Macrobiótica é mais do que um regime alimentar, é uma filosofia de vida, com base do equilíbrio e no respeito pelo nosso corpo.

Tem coisas com as quais eu me identifico muito, outras nem tanto, mas mais uma vez é no equilíbrio que está a verdadeira felicidade.

Por isso eu adapto à minha vida e à minha alimentação aquilo que me faz sentido.

Nesse Workshop, dado pela Oficina da Macro, descobri o Xarope de Arroz e, também, a olhar não só para o índice glicémico destes substitutos mas também para a pegada ambiental que implica trazer esses alimentos até à nossa alimentação. 

Os Xaropes de Ácer, Agave, Coco são importados, fazem distâncias enormes de barco, com consumos de combustíveis à escala dessas viagens, ou seja, altamente poluentes.

Ainda há a questão de que deveríamos apenas introduzir alimentos que façam parte da nossa herança alimentar (que os nossos avós reconhecessem como alimentos), honestamente, faz-me todo o sentido, não fosse o contraditório que algumas das proteínas base desta alimentação sejam o tofu, tempeh, o seita, que os nossos avós nem saberiam o que é, muitos de nós nunca provaram. Ou o facto de alguns dos alimentos essenciais sejam a alga kombu (que eu adoptei para a vida, desde esse dia), a alga nori (que usamos no sushi), vinagre de umeboshi (de ameixa), o óleo de sésamo.

Para já vou continuar a usar o Xarope de Ácer nas minhas Panquecas, nas Panquecas de Batata Doce e Abóbora (esta semana vou partilhar esta receita com um twist), nas Panquecas de Ricota e Limão, nas Panquecas Vegan de Framboesa e Limão ou nas suculentas Panquecas de Maça e Canela. Irei fazer, pelo menos, uma vez por ano o Pudim dos Desempregados no Canadá, carregadinho deste Xarope mas vou usar outros substitutos mais amigos do ambiente.

As tâmaras também não passaram no teste da localidade mas são de mais perto, são um fruto e não um alimento processado e o meu filho adora-as (só por isso ficam).

Para além de serem muito versáteis, tenho sempre em casa, compro a granel para reduzir um bocadinho a pegada ambiental.

Quando quero fazer um bolo ou bolachas costumo fazer uma pasta simples para que não fiquem aqueles pedacinhos de pele menos agradáveis, faço uma pasta com elas.

Coloco as tâmaras medjol num recipiente alto, sem caroços, cubro com água a ferver e deixo ficar, pelo menos, uma hora. Depois trituro com a varinha mágica, até obter uma pasta cremosa e espessa.

Só se for utilizar uma grande quantidade (mais do que uma receita) é que uso a Bimby, ela tem alguma dificuldade em triturar pequenas quantidades. Quem já não tiver varinha mágica é ir raspando as laterais e triturar, começando com velocidades mais baixas no início.

A pasta que vai obter é perfeita para adoçar bolachas e bolos, é a combinação perfeita entre doce, caramelo e melaço, também há Xarope de Tâmara à venda mas este é o mais natural possível. E é tãoooo fácil que não vale a pena comprar mais uma embalagem cá para casa.

Uso imenso e este ano serviu para adoçar as receitas do dia de Halloween e do Dia de Todos os Santos, que vou partilhar esta semana.

Obrigada deserto por nos dares estas delícias suculentas, que são muitas vezes a minha alternativa às guloseimas, nos sugar rush que vamos tendo. Na gravidez, quando me apetecia chocolate ou bolachas cheias de açúcar uma tâmara medjol e uns frutos secos eram suficientes, em 85% desses ataques de gula! Hoje esse número baixou para os 75% mas continua uma boa média! 

 

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